12 de jan de 2015

Seleção do favela fashion

A primeira seleção do ano do favela é fashion será dia 25/01 no teleférico das palmeiras as 16hrs.
Os interessados devem enviar um mail ate dia 17/01 com uma foto de corpo e outra de rosto com idade, altura, peso, aonde mora e pq quer ser modelo. favelaefashion@yahoo.com.br
Quem não tiver acesso a mail ou não sabe usar pode me enviar por MSG inbox.
Produtora de Moda Juliana Henrik
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12 de nov de 2014

PM e adolescente são baleados no Complexo do Alemão

Menor de 14 anos foi atingida na perna dentro de casa na Nova Brasília. Soldado da UPP da Formiga dava apoio no patrulhamento na Fazendinha



    Um policial militar lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Formiga e uma menor de 14 anos foram baleados em dois tiroteios na noite desta terça-feira, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

Os dois confrontos teriam ocorrido ocorreram por volta das 21h. Na Nova Brasília, a adolescente foi ferida à bala dentro de casa, na Rua A, atrás dos prédios da Estrada do Itararé, próximo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro. Ela foi atingida na perna e foi socorrida por moradores para a unidade. No início da madrugada desta quarta-feira, a vítima aguardava transferência para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Já o soldado M.Souza, da UPP Formiga, participava do apoio a colegas da UPP da Fazendinha no patrulhamento da comunidade. Ele foi atingido no braço. Segundo informações do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, ele teve ferimento leve, foi medicado e liberado.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) ainda não se pronunciou sobre os confrontos da noite.



Fonte: O DIA

    Fonte do Video:: Repórter Betinho Casas Novas



    25 de jul de 2014

    Mulher é achada morta com ferimento a bala no sofá de casa no Alemão, Rio

    Uma mulher foi morta a tiro na favela Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, Zona Norte do Rio, na madrugada desta sexta-feira (25). 
    Segundo informações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), Cátia Valéria Borges Alves, de 26 anos, foi encontrada pelo mardio no sofá da sala..

    De acordo com as primeiras informações, o tiro foi disparado acidentalmente por traficantes que manuseavam armas na localidade. 
    Segundo testemunhas disseram à polícia, a bala atravessou a porta da casa da vítima. O caso está com a Divisão de Homicídios da Capital (DH)

    Fonte: G1

    18 de jul de 2014

    Intervenção no Morro do Alemão vai discutir através da arte os direitos humanos e o direito à cidade

    No dia 26 de Julho ocorre no Morro do Alemão a intervenção “Vamos Desenrolar – Humanicidades” promovida pelos alunos do curso de extensão  “Vamos Desenrolar. Políticas públicas e produção de conhecimento no Complexo do Alemão”, uma parceria entre o Instituto Raízes em Movimento e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
    O evento, que será realizado em frente a sede do Raízes, contará com diversas atividades culturais e recreativas como oficina de brinquedos de materiais recicláveis, oficina de estêncil, performances artísticas com os Grupos Teatro da Laje e GPMC (Grupo de Pesquisa Modernidade e Cultura – IPPUR/UFRJ), cineclube com exibição de diversos curtas-metragens e outras atividades.  A intervenção tem como temáticas principais o direito à cidade e os direitos humanos, temas abordados nos encontros do curso, e acontecerá das 14h às 18h com entrada livre e gratuita.

    SERVIÇO:

    Local: Av. Central, n° 68, Morro do Alemão, Complexo do Alemão – Rio de Janeiro
    Data: 26 de Julho de 2014
    Horário: 14h às 18h
    Entrada: Gratuita
    Classificação: Livre
    Programação:
    14h-15h: Oficina de brinquedos
    14h-16h: Oficina de estêncil
    14h-18h: Árvore do desenrolo
    14h-18h: Cineclube
    16h-16h30: Intervenção do grupo Teatro na Laje
    17h30-18h: Intervenção do GPCM

    18h: Encerramento com microfone aberto

    12 de jan de 2014

    Jardim Guadalajara, a Beverly Hills do Complexo do Alemão




    Corriam os anos 90 e as diferenças sócioeconômicas do Complexo do Alemão foram parar no campo de pelada da Travessa Yucatan. A turma que morava no alto do complexo, onde tudo sempre foi mais precário, zombava da galera da parte baixa, onde era possível chegar de carro até a porta de casa e as moradias tinham reboco. Para o time do alto ali era mais que Leblon: era a “Beverly Hills” do Alemão, local dos playboys da comunidade. E assim surgiu o apelido do antigo loteamento Jardim Guadalajara, hoje loteamento da Nova Brasília, considerado o ponto mais chique do complexo.

    Depois da pacificação, ganhou bistrô com cervejas importadas, salão de beleza com 70 metros quadrados e casa de massas. Há diferença entre as favelas do Alemão propriamente ditas e o loteamento, cujas ruas, curiosamente, ganharam do poder público nomes mexicanos depois da Copa do Mundo de 86, no México. Mas, nessa Beverly Hills meio mexicana, não há exatamente mansões e celebridades: o local é habitado pela classe média do complexo, muitos moradores antigos, de famílias que chegaram de outros estados na década de 70.

    — Quando os meninos do alto perdiam os jogos, começavam com o apelido. Os de baixo eram os playboyzinhos. Ao contrário dos meninos do alto, tinham várias blusas, não precisavam pegar com o irmão a camisa da escola. Mas muitos, das duas partes, se sentiam ofendidos com o apelido. Achavam que criava uma separação na favela — conta a produtora cultural Marluce Souza, de 32 anos, que trabalha cm turismo na comunidade e mora no loteamento.

    Ela lembra que, quando era criança, houve uma reunião na associação de moradores para tentar pôr fim à expressão Beverly Hills no Alemão. Os mais antigos, que vivenciaram esse tempo, ainda chamam a localidade assim.

    — Os de cima tinham uma rixa porque a parte baixa era a área nobre. Os carros iam até a porta, as casas era melhores, os meninos tinham moto, essas coisas. Quem era do loteamento era playboy, mas não tinha nada a ver. Era tudo peão — conta Alexandre Cardoso, funcionário da Secretaria municipal de Habitação e que, no passado, fez parte do time Charlotte, da galera de baixo.

    O nome vem do time de basquete americano e foi inspirado em “lote”:

    — A gente só falava “moro no lote”. Aí veio o Charlotte.

    A área mais nobre do Alemão consiste nas Rua Guadalajara (antiga rua A), Travessa Mexicali (antiga B), Travessa Yucatan (antiga C) e outras cinco pequenas ruas e travessas, onde parecem estar as casas mais bonitas da comunidade. Em termos de limpeza, as ruas não diferem muito das da Zona Sul. E, ao contrário da maioria dos becos das favelas do Alemão, não se vê esgoto correndo a céu aberto nem residências somente no tijolo.

    Na Travessa Morelos, um casarão com fachada de pedra, estilo clean e varandão no segundo andar, tinindo de novo, desperta olhares da vizinhança: lá, mora a costureira aposentada Marly Isaura Alves, de 55 anos, que tem orgulho do endereço.

    — Como vou falar mal de um lugar onde criei minhas três filhas? Aqui não deixa de ser uma favela melhorada — diz a ex-costureira, que há 12 anos comprou a casa, caindo aos pedaços, por R$ 50 mil. — Fui economizando e fazendo obra. A última, que inclui a fachada e a varanda, foi este ano. Hoje em dia, não se vende essa casa por menos de R$ 200 mil. Aqui, qualquer casinha é oferecida por mais de R$ 100 mil.
    A casa tem três quartos e está toda nova também por dentro. No térreo, há uma garagem espaçosa, onde ficava o Siena de uma filha, roubado este ano não na área do Alemão muito menos em bairros da Zona Norte, mas em Botafogo, na Zona Sul. Marly ainda sente falta de mais opções de lazer, como de restaurantes, perto de casa, mas não reclama dos serviços existentes:

    — Eu ligo a qualquer hora para a farmácia, a pizzaria, e sou atendida na porta de casa. Isso é conforto.
    Na Rua Jalisco, onde fica o já famoso bistrô Estação R&R, aberto há um ano e que oferece um cardápio com mais de 150 marcas de cervejas de todo o mundo, está também o salão “Beleza em Família”, com uma equipe de cinco cabeleireiras e outras profissionais, incluindo especialistas em estética e drenagem. De paredes vermelho terracota e decorado com pufes de zebrinha, o espaço atrai a mulherada da Beverly Hills, que paga R$ 20 pelo corte e R$ 13 pela mão.

    O salão tem sete anos, mas somente há dois se mudou para área mais cobiçada do Alemão.
    — O salão precisava de um lugar fixo, próprio, e a minha tia (Vânia Gomes, a proprietária) sentiu confiança no lugar. Ela já tinha esse ponto, mas só há dois anos decidiu se mudar para cá, fazendo uma reforma bem grande — conta a gerente e cabeleireira Marcela Paes Gomes, de 28 anos.

    Diferente da arquitetura predominante no alto das favelas, onde casas sem reboco e puxadinhos são comuns, no loteamento as cores variadas das residências, quase sempre com varanda e jardineiras, se destacam. Há vários estilos arquitetônicos que ajudam a contar a história da ocupação do lugar. Ainda resistem imóveis típicos dos primórdios da ocupação do loteamento, que é dos anos 60.

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    Fonte:
    http://extra.globo.com/noticias/rio/jardim-guadalajara-beverly-hills-do-complexo-do-alemao-11276998.html


    17 de dez de 2013

    Coral infantil inaugura árvore de Natal do Complexo do Alemão

    O complexo de favelas do Alemão, ex-reduto de grupos de traficantes de drogas no Rio de Janeiro retomado pela Polícia há três anos, inaugurou neste domingo sua próprio árvore de natal, uma imponente armação de 21 metros de altura, em meio a uma grande festa.
    Com a participação de vários DJs e um coral composto por crianças que vivem nas favelas do complexo, os moradores do Alemão festejaram com uma sonora contagem regressiva a iluminação de sua árvore de Natal.
    "Ela é inspirada na que todos temos em casa, mas um pouco mais alta", como definiu entre risos o animador do evento. A árvore fica no alto do morro do Adeus, de onde pode-se ver todo o bairro.
    O ponto escolhido também se destaca por ficar ao lado do teleférico que percorre o Alemão e da delegacia da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
    A festa de inauguração contou com uma notável presença de moradores da região que dançaram samba e que festejaram o que para muitos deles foi o final de um árduo trabalho, já que muitos colaboraram na construção da árvore.
    Após a iluminação, a organização iniciou um espetáculo de fogos de artifício acompanhado pela "Abertura 1812" de Tchaikovsky, muito conhecida por ser tema do filme "V de Vingança", como lembraram alguns dos presente
    Fonte: http://noticias.terra.com.br/ Video by: https://www.youtube.com/user/zoominbr?feature=watch

    Evento de lançamento do Programa Caminho Melhor Jovem

    Na terça-feira, dia 17 de dezembro, o Programa Caminho Melhor Jovem chega ao Complexo do Alemão. O evento será realizado das 17h às 21h na Praça do Conhecimento



    Nesta semana, na tarde dos dias 17, 18 a 19 de dezembro, o Governo do Estado do Rio de Janeiro realiza evento de apresentação do Programa Caminho Melhor Jovem respectivamente no Complexo do Alemão, Jacarezinho e Borel/Formiga, com o objetivo de possibilitar inclusão social e oferta de oportunidades para jovens de 15 a 29 anos, moradores/as de territórios com Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). O evento inclui atividades culturais com artistas locais, serviços diversos e oficinas e visa apresentar à população dos territórios a proposta do Programa, mobilizando jovens para participarem das ações.
    Lançado em agosto deste ano, em Manguinhos, e em outubro na Cidade de Deus, o Programa Caminho Melhor Jovem é realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. A partir do atendimento individual dos/as jovens, identificação das demandas específicas e criação de estratégias personalizadas de acolhimento e promoção de serviços, a iniciativa vem colaborando para o desenvolvimento pessoal e profissional da juventude dos territórios pacificados do Estado do Rio de Janeiro.
    Com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Governo do Estado, o Programa Caminho Melhor Jovem visa melhorar, em quatro anos, as condições de vida de aproximadamente 40 mil jovens destes territórios. Para isso, vêm sendo estabelecidas parcerias com outros órgãos governamentais e não-governamentais, com a finalidade de oferecer oportunidades adequadas e integradas para atender as demandas de cada jovem atendido/a.
    A expectativa é que, até o fim do primeiro semestre de 2014, o Programa Caminho Melhor Jovem chegue a mais cinco territórios em pacificação do Rio de Janeiro e região metropolitana, alcançando, até 2016, 20 territórios.










    12 de dez de 2013

    Chuva causa desabamento no Complexo do Alemão


    Quatro casas caíram no Complexo do Alemão, uma delas de três andares, na noite desta quarta-feira, por conta da forte chuva que atingiu a cidade na manhã desta quarta-feira. Um dos imóveis tinha três andares. Ninguém ficou ferido, já que as famílias foram retidadas horas antes por equipes da Defesa Civil Municipal.
    O desastre aconteceu próximo ao teleférico, na Estação das Palmeiras. Cerca de 90 famílias ficaram desabrigadas e se cadastraram no local para receber aluguel social e se instalar em abrigos


    Atualizando o Numero do telefone da Vila olimpica -  2573-5844


    3 de dez de 2013

    PROJETO MULHER EMPREENDEDORA - COMPLEXO DO ALEMÃO




    O SEBRAE convida as mulheres do Complexo do Alemão que trabalham por conta própria ou que querem abrir um negócio para participar do lançamento do Projeto “Mulheres Empreendedoras do Complexo do Alemão”, que será realizado no dia 10/12/2013, as 09hs, na Praça do Conhecimento. 

    Se você conhece alguém com este perfil convide-a para conhecer o projeto!

    PROJETO MULHER EMPREENDEDORA - COMPLEXO DO ALEMÃO
    Rotary/SEBRAE

    Objetivo: Promover o empreendedorismo e o associativismo de mulheres com perfil empreendedor da Penha por meio de capacitações, consultorias e orientações à negócios que visam o fortalecimento dos negócios e a geração de renda. 
    Público-Alvo: mulheres a partir de 18 anos que trabalham por conta própria, que possuem um pequeno negócio ou que possuem uma boa ideia de negócio para trabalhar por conta própria.
    Vagas: Limitadas.
    Carga Horária: 122 horas (3 Workshops; 4 cursos; 5 oficinas; 2 palestras; consultoria para elaboração do Plano de Negócios). Duração 9 meses.
    Local: Praça do Conhecimento – Praça do Terço, s/n – Nova Brasília
    Inscrições e contato: Suzana Mattos (smattos@rj.sebrae.com.br)

    30 de nov de 2013

    Ajuda para o Lanche de encerramento das atividades 2013 do MS ESPORTE SOCIAL

    O MS ESPORTE SOCIAL - Projeto que desenvolve atividades esportivas de Volei e Futsal em comunidades carentes do Rio de Janeiro, estará  realizando no dia 14 de dezembro à partir das 10 horas da manhã um lanche de encerramento das atividades esportivas de 2013.





        
    O evento será realizado na Praça Eudoro Berlinck em Bonsucesso Com futebol e interação social para crianças de 8 e 9 anos de idede.

    Haverá entrega de brindes e medalhas e lanches para os 150 Mini atletas da cumunidade    

    O MS ESPORTE SOCIAL pede a sua ajuda para a realização do evento

    O MS ESPOTE SOCIAL necessita de doações de lanches e brindes para a realização do evento

    Mais informações - 7143- 6265 http://msesportesocial.zip.net/   https://www.facebook.com/sales.isia

    Gincana Preta do Bem

    Foi dada a largada! 
    Quer participar da Gincana Preta do Bem com Preta Gil? 
    Entre em contato pelo gincanapretadobem@gmail.com.
    E quem é de fora do Rio de Janeiro pode entrar junto nessa também, é só enviar email para saber mais!
    FÃS UNIDOS POR UMA BOA CAUSA!
    O COMPLEXO DO ALEMÃO AGRADECE!

    REGULAMENTO 
    1. O objetivo do projeto é arrecadar alimentos e cestas básicas, sem fins lucrativos, para serem distribuídos no Complexo do Alemão. 
    2. Para participar, poderão se cadastrar até dia 01/12, através do e-mail: gincanapretadobem@gmail.com 
    3. Pedimos que haja comprometimento por parte dos cadastrados. 
    4. Vamos fazer encontros semanais em pontos do Rio de Janeiro para arrecadação.
    5. O primeiro ponto será no bairro de Guadalupe, dia 08/12, das 12h às 15h (Em breve divulgamos o endereço completo).
    6. A cada semana divulgaremos os outros pontos de arrecadação.
    7. Quem quiser ajudar na arrecadação é só chegar junto.
    8. Quem for de fora do Rio de Janeiro também pode participar, vamos dar uma conta para depósito, é só entrar em contato pelo e-mail gincanapretadobem@gmail.com.
    9. Ao final do processo de arrecadação, brindes e presentes serão sorteados entre todos os colaboradores.
    10. Este é um projeto sério. Estipulado pelos fãs da Preta Gil e patrocinado pela Liga Entretenimento.
    11. A Gincana Preta do Bem tem finalização no dia 22/12.



    28 de out de 2013

    Lixo Zero no Adeus conta com ajuda de garis comunitários

    Imagens
    Eles passam quase oito horas por dia percorrendo vielas e escadarias recolhendo lixo e removendo vegetação / Agnaldo Santana
    Com vassouras, enxadas e sacos enormes para recolher lixo, sete homens e uma mulher sobem e descem, entram em becos e vielas e contribuem para deixar livre de entulhos e sujeira o Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, pacificado desde 2010.
    São os garis comunitários, integrantes de um pequeno exército de limpeza diária, que vencem uma luta a cada dia para evitar o acúmulo de resíduos na localidade onde vivem.
    No Adeus e em outras quatro localidades do Alemão, os garis comunitários são figuras presentes na paisagem de cada manhã. Das 7h30 às 15h20, percorrem vias pequenas, escadarias e trechos mais acidentados recolhendo o que há pela frente.
    João Luís da Silva. Trabalho cansativo, mas que vale a pena
    João Luís da Silva. Trabalho cansativo, mas que vale a pena
    Ajudam a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) a remover vegetação e retirar  resíduos orgânicos, levando para contêineres instalados em cinco pontos da comunidade.
    Como os caminhões da Comlurb não conseguem subir até alguns locais, em virtude do relevo acidentado,  existe uma parceria: o município atua nas vias principais e o resto é com os garis comunitários.
    Para fazer esse trabalho, cada um recebe salário mínimo, além, de adicional de insalubridade.  Também ganham instrumentos e roupas, entregues pela prefeitura. A maioria está na profissão há mais de dez anos e acredita executar um serviço essencial.
    “Quando o Sol está muito forte, a situação fica pior.  É muito desgastante. Mas acho que vale a pena. A gente ajuda a  melhorar o local onde vivem os nossos familiares”, comenta João Luís da Silva, 40 anos, nascido e criado no morro. Com 13 anos no batente, revela que o lixo orgânico é o principal resíduo retirado da localidade. “Mais o mais cansativo é capinar e tirar o mato.”
    Com quatro anos a mais de trabalho, Edvaldo da Silva  conhece de perto  boa parte da comunidade do Adeus, formada por cerca de oito mil pessoas. Anda para cima e para baixo de segunda a sábado a pé ou em um trator.
    Para ele, a ação dos comunitários faz toda a diferença. “Trabalhamos em mutirão. A associação informa os lugares em situação mais crítica e nós vamos. Se a população pedir, também atuamos”, comenta.
    O gari comunitário Edvaldo da Silva.
    O gari comunitário Edvaldo da Silva. "Trabalhamos em mutirão"
    A relação com parte dos moradores,observa  Edvaldo, ainda precisa melhorar um pouco. O gari acredita que é necessário atualmente realizar uma campanha de conscientização com a população. A ideia é orientar sobre a maneira correta de descarte dos resíduos.
    “Em algumas áreas, a gente passa e não tem lixo para pegar. Quando volta mais tarde, está tudo  jogado no chão. Muitas pessoas não  colaboram, infelizmente.”
    Ele cita, no entanto, o aumento da participação de catadores de recicláveis. “O pessoal da garrafa e do papel também dá uma força e leva o material para vender.”
    Única mulher da equipe, Expedita Conceição, 62, está há 16 anos  no batente diário. Hoje, afirma, o trabalho ficou mais fácil. “Por causa da idade, estou apenas responsável pela varrição em becos e não pego muito peso”, comenta.  
    A gari comunitária, no entanto, faz uma queixa. “Aqui perto de casa, como eu falo muito, as pessoas já respeitam os horários de coleta, mas muitas pessoas ainda não ajudam.”
    A atuação dos garis comunitários recebe elogios da associação de moradores do Adeus. Danúzia Tomás, presidente da entidade, classifica o serviço como essencial. “Mesmo com queixas de moradores, que não concordam com horários e dizem que eles são lentos, acho que é fundamental. Imagine isso aqui sem a limpeza feita por eles?”
    Expedita Conceição, 62, é a única mulher da equipe
    Expedita Conceição, 62, é a única mulher da equipe
    Para moradores, existem problemas, pois os garis não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas mesmo assim, as condições da vizinhança melhoraram nos últimos 30 anos, desde que ela chegou à comunidade.
    “Sem eles, seria bem pior”,  declara Miriam Gomes da Silva, dona de casa, que mora numa escadaria perto da associação. “Morar aqui está muito melhor.  Desde a pacificação, a gente pode ir e vir melhor e os serviços já estão sendo feitos.”
    Uma pesquisa feita pela Comlurb, sobre lixo em  áreas pacificadas revelou que, entre 2011 e 2012, a quantidade de resíduos  gerada por cada habitante subiu, em média, de  0,49 kg/habitante para 0,53 kg/habitante.
    A coleta de lixo orgânico aumentou 5%. E a remoção seletiva provocou a queda na retirada de garrafas PET e papel em muitas áreas com UPP.


    Complexo do Alemão recebe “Ocupação Cultural"

    Complexo do Alemão recebe “Ocupação Cultural”

    A estação Palmeira do Teleférico do Alemão (onde será instalada a Biblioteca Parque do Alemão) está recebendo desde a ultima Sexta-feira (25/10), uma Ocupação Cultural de grupos da comunidade e duas exposições fotográficas sobre o complexo.
    A ideia, é a partir desse encontro, a equipe da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) desenhar, em conjunto com a comunidade, os detalhes do programa desta que será a próxima unidade da rede de Bibliotecas Parque do Rio de Janeiro.
    Quem for conhecer a ocupação também saberá um pouco mais sobre a trajetória da implantação dessa rede e suas demais unidades, no Centro da cidade, no Complexo de Manguinhos, em Niterói e na Rocinha.
    Além disso, poderá desfrutar um variado cardápio de atividades: contação de histórias, esquetes teatrais, oficinas de moda, decoração e arte.


    Explorando novos destinos por dentro da Comunidade

    Regiões pacificadas no rio se tornam destino de turistas. As opções de programa estão chamando cada vez mais atenção do público

    “O morro não tem vez. Quando derem vez ao morro o mundo inteiro vai cantar: Samba pede passagem, o morro quer se mostrar”. Tom Jobim e Vinicius de Morais já falavam, Elis Regina eternizou. Antes, a ideia de “cidade partida” dividia a cidade entre morro e asfalto, com as comunidades dominadas pelo crime organizado. Hoje, a pacificação de diversas comunidades no Rio proporcionou não só aos cariocas, mas aos turistas de todo o país e do mundo, a visitarem e conhecerem as peculiaridades das favelas. O sobe e desce é constante, e de onde você veio (ou para onde você vai) pouco importa. O que importa mesmo é o que você tem para fazer ali. E as opções de programa estão chamando cada vez mais atenção.
    Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, as comunidades movimentam cerca de R$ 13 bilhões por ano e potencializam a geração de emprego e fonte de renda, em hostel, bares, restaurantes e outros estabelecimentos. A fama de boa cozinheira de Léa Silva, 49, conhecida como Tia Léa, ultrapassou os limites do Vidigal, comunidade em que mora, situada entre os bairros do Leblon e São Conrado, na Zona Sul do Rio, e ganhou a cidade. Em um convite inusitado ao até então cônsul-geral da França, Hugues Goisbault, com quem trabalhava na época como auxiliar de serviços gerais da Câmara de Comércio França-Brasil, ela viu a sua laje se tornar a mais badalada do morro.
    “Queria convidá-lo para vir até a minha casa e provar da minha comida. Fiz o convite ao cônsul, e surpreendentemente, ele aceitou. Depois disso, vi que poderia convidar outras pessoas importantes. Já chamei o Sarkozy, o Obama e até o Lula”, conta a banqueteira.
    Tia Léa cativa quem sobe na sua laje. Bem na porta já dá para avistar as fotos com famosos. Também conhecida como Ana Maria Braga do Vidigal, sua fama e ela própria já pararam uma coletiva de imprensa do rapper americano Snoop Dog, em um hotel em Santa Teresa.
    “Sou fã do Snoop e adoro rap. Fiquei sabendo que ele daria entrevista em um hotel e fui achar uma maneira de conseguir tirar uma foto com ele. Em meio à movimentação das entrevistas, consegui chegar até ele e fui apresentada, não me contive de emoção”, revela. Na ocasião, Snoop Dog transformou a “tia” em “mãe” e a adotou. A situação foi documentada e faz parte do vídeo de abertura da turnê do rapper. “Fiquei famosa e internacional”, brinca.
    Ainda no Vidigal, basta subir em uma moto-táxi ou andar um pouco mais acima para encontrar o casarão da cultura, que é sede do Grupo Nós do Morro. O projeto é referência de cursos de formação nas áreas de teatro e cinema. Desde 2001, o Nós do Morro conta com patrocínio da Petrobras e hoje, aproximadamente, 400 alunos fazem parte da estrutura do grupo.
    “O Nós do Morro começou em 1987 com a proposta de aula de artes cênicas aqui na comunidade. A responsabilidade de fundação do grupo é de nomes como Guti Fraga, Fred Pinheiro, Luis Paulo Corrêa, Zezé Silva e Fernando Mello. A partir disso, foi se fazendo uma certa peregrinação de um espaço que abrigasse o tanto de ideia que envolvia o grupo”, relembra Alexandre Barreto, responsável pela gestão administrativa e de projetos do Grupo Nós do Morro, que desde 1998 tem sede fixa no Vidigal.
    “Hoje, o Nós do Morro beneficia não só a comunidade do Vidigal, como o Brasil todo. O grupo vai completar 26 anos e, desde a sua fundação, vem realizando um trabalho de formação artística muito pautado na busca da qualidade. Isso faz com que seja a diferença, porque não foi um grupo criado para tirar a criança de rua e sim para dar o acesso à arte”, conta Alexandre Barreto.
    O trabalho desenvolvido pelo grupo não é só repercutido na comunidade. Toda a cidade é atingida pelo reflexo do que é proposto. “O Vidigal sempre foi simpático à população, e não só pela geografia. Desde que ficou implícito na mentalidade do Rio de que as favelas eram área de risco, o Vidigal foi visto de uma maneira diferente, pela forma como interagia com tudo”, reforça Barreto.
    Para propor a continuidade dessa interação, o Nós do Morro promove até 20 de novembro a “Mostra de Teatro”, que chega a sua décima edição e apresenta 12 espetáculos teatrais. A apresentação é fruto do trabalho realizado ao longo do ano nas oficinas artísticas do grupo. “A Mostra é uma oportunidade de proporcionar aos nossos alunos um contato com o público. Muita gente sobe o morro para participar e interagir com a variedade de espetáculos”, afirma Barreto.
    Envolvidos na ideia de trocar referências, os estudantes de cinema Luiza Sá, 23, Pedro Riguetti, 22, e Bruno Keusen, 23, subiram o morro do Vidigal, até a sede do Grupo Nós do Morro, para complementar um trabalho da faculdade. “A nossa professora fez a proposta do trabalho que era vir a campo reconhecer e documentar através do vídeo essa experiência. Nós escolhemos o grupo por ser uma comunidade mais próxima ao nosso cotidiano e, também, pela ideologia deles que nos agrada”, conta Luiza.
    “Muita gente não conhece o dia a dia de uma favela e não quer conhecer. Nós, como estudantes, temos a obrigação de saber como são as realidades diferentes da nossa. A proposta da nossa professora veio muito a calhar para que tivéssemos esse contato, e eu tenho certeza que foi esse o objetivo dela”, analisa Bruno.
    A favela Tavares Bastos, no Catete, ficou conhecida por muito tempo como a única das grandes comunidades do Rio de Janeiro onde não existia tráfico de drogas nem a atuação de milícias. Com uma das vistas mais privilegiadas (quiçá da cidade) para a baía de Guanabara, a pousada/hostel/albergue The Maze já virou referência no que diz respeito à hospedagem por lá. Fundado em 2008, por Bob Nadkarmi, o espaço era, inicialmente, um projeto de ateliê de pintura do até então turista inglês, mas se tornou muito mais do que isso. 
    “Eu vim parar no Brasil por um acidente (risos). O navio no qual eu estava, que iria para o Equador, não teve condições de seguir viagem e me despejou aqui. Morei por um ano no Brasil até ser expulso pelos militares, assim como tantos estrangeiros que viviam no país. Voltei em 1979, definitivamente, como correspondente de uma agência de notícias e daqui não quis sair mais”, relembra.
    A pousada/hostel/albergue é conhecida, também, pelas noites de jazz promovidas por Bob. “O jazz começou meio que sem querer depois de fazer um churrasco para alguns amigos, com música boa, e foi crescendo aos poucos”, conta Bob. De lá pra cá, o espaço promove toda primeira sexta-feira do mês, uma ótima pedida para noitada de música boa que conta com mais de 500 pessoas. As diárias da pousada giram em torno de R$ 120 e R$ 180, com café da manhã incluso. Já para curtir o jazz, que começa a partir das 21 horas, é preciso pagar R$ 30.
    Seguindo as mesmas características de comunidade há tempos pacificada, o Santa Marta, entre os bairros de Laranjeiras e Botafogo, já mostrou seu charme para o mundo. Tida como a mais pop dentre as comunidades, o morro já foi cenário para o clipe “They don’t care about us”, de Michael Jackson, em 1996. Desde então, virou destino certo para outras celebridades, como Madonna, Beyoncé e Alicia Keys.
    Com um elevador, que leva os moradores e visitantes do início do morro até o topo, dividido em outras quatro estações, a circulação de turistas é constante durante todo o dia. Através do programa “Rio Top Tour”, Elias Duarte, 39, morador da comunidade há 35 anos e, agora, guia turístico, promove o turismo sustentável na região. 
    “Através do projeto, busquei me capacitar para fazer disso o meu ofício. Fui criado aqui e sei, melhor do que ninguém, cada peculiaridade. Cada lugar que você visita, uma viela, uma escadaria, uma casa tem uma história e as pessoas demonstram interesse em conhecer”, comenta Elias.
    Atenta às histórias e informações, uma família da Alemanha acompanha os passos do guia, que passeia do topo do morro até a colorida praça do Cantão, onde acontecem os principais eventos da comunidade. Frithjof Cornelisen, 40, Fanny, 37, sua esposa, Ebba, 7, Toni, 3 Fritzi, 1, suas filhas seguem atentos e encantados com os comentários de Elias sobre a história de cada ponto.
    “Os aspectos das comunidades são iguais em qualquer lugar do mundo. O que nos chama a atenção, e acredito que seja assim com a maioria das pessoas que visitam, é a história que envolve essas regiões. A mentalidade de favelas pacificadas no Rio de Janeiro é recente e chama a atenção de quem está conhecendo a cidade”, analisa Frithjof. “O Corcovado tem os seus atributos e o Pão de Açúcar também... Estamos aqui para conhecer e entender a essência do lugar”, completa.
    Da Zona Sul para a Zona Norte. Em um total de 15 comunidades, o Complexo do Alemão já foi tido como uma das regiões mais violentas do Rio. Com uma área total de mais de um milhão de metros quadrados e uma população de 60 mil moradores, é possível constatar tudo isso vendo lá de cima, no alto do teleférico.
    Desde julho de 2011, dá para embarcar na primeira estação (Bonsucesso), seguindo até a última (Palmeiras) e se impactar com o paredão de casas sem fim aos olhos. Por dia, segundo cálculos da SuperVia, sobem no teleférico cerca de 12 mil pessoas. O número já garantiu à atração a primeira colocação no ranking dos pontos turísticos mais badalados da cidade: o Pão de Açúcar recebe até seis mil pessoas nos fins de semana, e o Cristo Redentor atrai um pouco mais de quatro mil por dia.
    Impressionadas com a vista que o último estágio do teleférico proporciona, as turistas vindas de Sombrio, no estado de Santa Catarina, Eliete Faria, 47, Marlene da Silva, 59, e Eliane Miguel, 45, não conseguem esconder a curiosidade. “Aonde eu consigo enxergar a casa da Maria Vanúbia”, dispara Eliete, em busca de uma referência da personagem da novela da Rede Globo, “Salve Jorge”. E todos se divertem.
    Quem as acompanha é o sobrinho, Daniel Miguel, comerciante de 32 anos e morador que, apesar de morar no Rio, não conhecia o Complexo do Alemão. “É uma realidade tão próxima da nossa, mas nunca tinha tido a oportunidade de conhecer o Alemão. Quando elas chegaram aqui já vieram cheias de curiosidades para conhecer o que viam na novela”, conta Daniel.
    “As coisas que passam na televisão não são sempre totalmente reais. É preciso que a gente tenha a oportunidade de conhecer para saber como é. Esse lugar é incrível e encantador... Sobretudo grandioso”, se entusiasma Marlene.
    Seja nas delícias da Tia Léa do Vidigal e na arte do Nós do Morro, seja na simplicidade de Bob no Tavares Bastos, no orgulho da sua comunidade Santa Marta do Elias e até na grandiosidade do Alemão: as favelas resgatam a força do povo, que se mantém útil. Assim como o Cristo Redentor, a comunidade está de braços abertos para te receber. É só subir.

    Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/revista/explorando-novos-destinos-por-dentro-da-comunidade 

    Imagem: http://viverdoturismo.wordpress.com/tag/favela/

    5 de out de 2013

    Teleférico do Complexo do Alemão registra 7 milhões de usuários

    teleferico alemaoSete milhões de pessoas já utilizaram o Teleférico do Complexo do Alemão e comprovaram que se locomover pelas comunidades ficou mais fácil após a construção das estações. O teleférico foi o primeiro sistema de transporte de massa por cabos do Brasil e, desde a sua inauguração, o número de passageiros só aumenta. Atualmente, 12 mil pessoas circulam diariamente pelas 152 gôndolas, número que representa um crescimento de 105% de usuários em relação aos dados da inauguração.
    No total, são seis estações que vão praticamente de uma extremidade a outra do Complexo do Alemão. Da primeira estação (Bonsucesso) até a última (Palmeiras), a viagem demora apenas 16 minutos. Moradora da localidade do Itararé, a dona de casa Elisângela Dutra usa o teleférico sempre que precisa levar a filha Kaylayny, de três anos, ao médico em Bonsucesso. Para ela, o teleférico foi de grande ajuda. O trajeto, que antes durava quase 30 minutos, dependendo do trânsito, hoje é feito em apenas 10 minutos.
    - Antes eu tinha que pegar um kombi para descer e outra para subir e tinha muito trabalho para fazer isso com uma criança pequena – disse Elisângela, que ainda elogia o conforto das gôndolas.
    Uma das vantagens de utilizar o serviço é a integração com o trem, que é feita na estação de Bonsucesso. O preço também é um atrativo. Para quem tem Bilhete Único, Vale-Transporte ou Cartão Expresso, a passagem custa apenas R$ 1. Já os moradores do Alemão têm direito a duas viagens gratuitas por dia. Para isso, basta ir a um posto do Riocard com CPF e comprovante de residência para se cadastrar.
    A gratuidade para os moradores é apontada pela subsecretária de Transporte, Tatiana Carius, como o ponto mais importante do projeto. De acordo com ela, os 3,5 quilômetros de extensão do teleférico são ainda mais importantes se for considerado o cunho social da iniciativa. Por mês, o Governo desembolsa uma média de R$ 3 milhões para fazer a manutenção dos equipamentos.
    - O teleférico não é só um projeto de transporte, mas um importante instrumento social. Ele foi implantado em uma área muito degradada em que as pessoas não tinham sequer a possibilidade de sair de casa por causa da insegurança ou qualquer problema de mobilidade. Isso é uma vitória – afirmou Tatiana, que destaca a parceria com a Secretaria de Segurança para o sucesso do projeto.
    Além de meio transporte, o teleférico se tornou também um polo de lazer e cultura do Alemão. Todos os sábados, as estações se transformam em palcos para receber atividades culturais gratuitas do projeto “Estações Culturais”. Desde abril, mais de sete mil pessoas já conferiram as apresentações de cerca de 200 artistas. Mãe de dez filhos e moradora da localidade de Palmeiras há 40 anos, a vendedora ambulante Valéria Maria da Rocha usa o teleférico sempre que precisa comprar os doces que vende. Para ela, as “Estações Culturais” são a melhor parte do projeto.
    - Sempre que tem uma apresentação em uma estação eu corro para levar as crianças. Isso é muito bom porque ajuda a não deixar esses jovens com a cabeça livre, pensando besteira. Eu fico orgulhosa também porque agora os turistas vêm aqui e não vão só lá para Copacabana – diz Valéria, acrescentando que o “boom” do turismo na comunidade foi durante as filmagens de uma novela.
    Os visitantes pagam R$ 5 para usar o teleférico e aproveitar a vista privilegiada das gôndolas. Uma dica para quem quiser conhecer o Alemão é dar uma parada na Estação Adeus, que tem um mirante com uma bela vista da cidade, com direito ao Cristo Redentor e a Igreja Nossa Senhora da Penha. Os turistas que quiserem conhecer melhor o teleférico e a história comunidade podem contratar, por R$ 29, uma visita guiada que dura uma hora e meia. Os guias são jovens moradores da comunidade que receberam aulas de história da cidade e língua estrangeira. O atendimento é feito no estande da Visita Guiada Teleférico do Alemão na estação Bonsucesso.


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