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5 de out. de 2013

Teleférico do Complexo do Alemão registra 7 milhões de usuários

teleferico alemaoSete milhões de pessoas já utilizaram o Teleférico do Complexo do Alemão e comprovaram que se locomover pelas comunidades ficou mais fácil após a construção das estações. O teleférico foi o primeiro sistema de transporte de massa por cabos do Brasil e, desde a sua inauguração, o número de passageiros só aumenta. Atualmente, 12 mil pessoas circulam diariamente pelas 152 gôndolas, número que representa um crescimento de 105% de usuários em relação aos dados da inauguração.
No total, são seis estações que vão praticamente de uma extremidade a outra do Complexo do Alemão. Da primeira estação (Bonsucesso) até a última (Palmeiras), a viagem demora apenas 16 minutos. Moradora da localidade do Itararé, a dona de casa Elisângela Dutra usa o teleférico sempre que precisa levar a filha Kaylayny, de três anos, ao médico em Bonsucesso. Para ela, o teleférico foi de grande ajuda. O trajeto, que antes durava quase 30 minutos, dependendo do trânsito, hoje é feito em apenas 10 minutos.
- Antes eu tinha que pegar um kombi para descer e outra para subir e tinha muito trabalho para fazer isso com uma criança pequena – disse Elisângela, que ainda elogia o conforto das gôndolas.
Uma das vantagens de utilizar o serviço é a integração com o trem, que é feita na estação de Bonsucesso. O preço também é um atrativo. Para quem tem Bilhete Único, Vale-Transporte ou Cartão Expresso, a passagem custa apenas R$ 1. Já os moradores do Alemão têm direito a duas viagens gratuitas por dia. Para isso, basta ir a um posto do Riocard com CPF e comprovante de residência para se cadastrar.
A gratuidade para os moradores é apontada pela subsecretária de Transporte, Tatiana Carius, como o ponto mais importante do projeto. De acordo com ela, os 3,5 quilômetros de extensão do teleférico são ainda mais importantes se for considerado o cunho social da iniciativa. Por mês, o Governo desembolsa uma média de R$ 3 milhões para fazer a manutenção dos equipamentos.
- O teleférico não é só um projeto de transporte, mas um importante instrumento social. Ele foi implantado em uma área muito degradada em que as pessoas não tinham sequer a possibilidade de sair de casa por causa da insegurança ou qualquer problema de mobilidade. Isso é uma vitória – afirmou Tatiana, que destaca a parceria com a Secretaria de Segurança para o sucesso do projeto.
Além de meio transporte, o teleférico se tornou também um polo de lazer e cultura do Alemão. Todos os sábados, as estações se transformam em palcos para receber atividades culturais gratuitas do projeto “Estações Culturais”. Desde abril, mais de sete mil pessoas já conferiram as apresentações de cerca de 200 artistas. Mãe de dez filhos e moradora da localidade de Palmeiras há 40 anos, a vendedora ambulante Valéria Maria da Rocha usa o teleférico sempre que precisa comprar os doces que vende. Para ela, as “Estações Culturais” são a melhor parte do projeto.
- Sempre que tem uma apresentação em uma estação eu corro para levar as crianças. Isso é muito bom porque ajuda a não deixar esses jovens com a cabeça livre, pensando besteira. Eu fico orgulhosa também porque agora os turistas vêm aqui e não vão só lá para Copacabana – diz Valéria, acrescentando que o “boom” do turismo na comunidade foi durante as filmagens de uma novela.
Os visitantes pagam R$ 5 para usar o teleférico e aproveitar a vista privilegiada das gôndolas. Uma dica para quem quiser conhecer o Alemão é dar uma parada na Estação Adeus, que tem um mirante com uma bela vista da cidade, com direito ao Cristo Redentor e a Igreja Nossa Senhora da Penha. Os turistas que quiserem conhecer melhor o teleférico e a história comunidade podem contratar, por R$ 29, uma visita guiada que dura uma hora e meia. Os guias são jovens moradores da comunidade que receberam aulas de história da cidade e língua estrangeira. O atendimento é feito no estande da Visita Guiada Teleférico do Alemão na estação Bonsucesso.


17 de jul. de 2012

Exposição na Estação do Teleférico de Bonsucesso retrata a história das pessoas com deficiência

A exposição Para Todos – O Movimento das Pessoas com Deficiência no Brasil Foi inaugurada nesta terça (17), na Estação do Teleférico de Bonsucesso, no acesso ao Complexo do Alemão, na capital fluminense.
“O fundamental do movimento das pessoas com deficiência é que ele é uma aula para todos os indivíduos, porque essas pessoas conseguiram sair de uma situação de assistencialismo e viraram protagonistas de sua história. Isso vale para que todos reivindiquem qualquer melhoria em suas vidas, seus direitos. Por isso é importante que ela chegue ao maior número possível de pessoas”, destaca a curadora e jornalista Vera Rotta.
Segundo ela, a mostra foi concebida a partir de um formato universal, para que todas as pessoas, independentemente de terem deficiência, possam usufruir integralmente do conteúdo disponibilizado.
“Nós trabalhamos com todos os recursos de acessibilidade, principalmente na questão dos deficientes visuais. Existem painéis em relevo, sobre os quais tanto as pessoas com deficiência quanto as crianças e pessoas em geral vão poder ter outro tipo de entendimento, não só pela visão, mas também pelo tato e pela audição.”
É a primeira vez que a exposição é feita em uma estação de serviço público de transporte. Com um público de mais de 20 mil visitantes, ela começou em Porto Alegre, esteve em Florianópolis e seguiu para São Paulo. A mostra está detalhada em audioguias e audiodescrição. Serão disponibilizados computadores para o livre acesso a outras mídias, além de um telão, em uma sala de vídeo, onde será exibido um filme sobre o movimento das pessoas com deficiência, com os recursos da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Segundo Vera, foi feita uma uma pesquisa bastante criteriosa. A exposição será disposta em uma linha do tempo, com início na antiguidade, para mostrar como as pessoas com deficiência foram tratadas ao longo dos séculos. Na sequência, será contada de maneira aprofundada como esse movimento se organizou até os dias de hoje.
A exposição vai passar por nove capitais brasileiras. O projeto é financiado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da Republica (SDH-PR), com apoio da Organização dos Estados Ibero-Americanos. No Rio, ela conta com a parceria da SuperVia, concessionária que administra os trens urbanos no estado, e da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do governo estadual.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

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