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17 de jul. de 2012

UPP Macacos Lança Campanha Para Legalizar Comerciantes Da Favela

Para incentivar a formalização do comércio no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, e atrair consumidores à favela, o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade, capitão Felipe Barreto, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lança, nesta terça-feira (17), a campanha Comércio Legal.
A iniciativa visa criar um grupamento policial que irá se aproximar dos comerciantes para conferir a documentação dos estabelecimentos, informar sobre os benefícios da legalidade, além de mapear todos os negócios e pessoas que desenvolvem alguma atividade no Morro dos Macacos.
Durante dois meses policiais da UPP dos Macacos passaram por um treinamento com representantes do Sebrae, no qual receberam orientações sobre as vantagens e a importância da legalização e o primeiro passo que deve ser dado para a formalização do comércio.
As informações obtidas no levantamento serão repassadas para o Sebrae que irá fazer um estudo sobre a vocação econômica da comunidade. Quando esse estudo for concluído, os comerciantes serão chamados para uma reunião, onde será oferecido a eles palestras com informações de como se organizar.


16 de jul. de 2012

Com o Exército fora do Complexo do Alemão, política de UPPs inaugura nova fase


Com o Exército fora do Complexo do Alemão, política de UPPs inaugura nova fase
 A política de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) levada a cabo pelo Governo do Rio de Janeiro entrou em nova fase na última semana. Após 19 meses de presença ostensiva, o Exército deixou as favelas que compõem o complexo do Alemão, na zona norte da capital, dando definitivamente lugar à Polícia Militar, que também já atuava na região. Segundo o comando Militar do Leste (CML), durante o período 8.764 militares de diversas patentes foram mobilizados em 4.172 pontos de bloqueio e 111.631 patrulhas realizadas no Complexo do Alemão. Também foram cumpridas 900 horas de vôo de vigilância sobre as favelas.
Desde abril, seis UPPs foram inauguradas no Complexo do Alemão, nas comunidades Fazendinha, Nova Brasília, Morro do Adeus, Morro do Alemão, Chatuba e Sereno. A PM prevê para o fim deste mês a inauguração de mais duas UPPs – uma no Parque Proletário e outra na Vila Cruzeiro – totalizando oito unidades com a presença permanente de 2.150 policias nas favelas do complexo.
Na segunda-feira (9), passaram a funcionar oficialmente os dois primeiros edifícios-sede de UPPs no Complexo do Alemão, construídos nas favelas Fazendinha e Nova Brasília. Até então, as unidades eram abrigadas em contêineres ,como ainda são as demais UPPs instaladas na região. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, as obras para a construção dos dois edifícios custaram R$ 2,8 milhões, integralmente bancados pela empresa EBX, do empresário Eike Batista, por meio de uma parceria com o Governo do Rio.
No mesmo dia, com a presença do governador Sérgio Cabral, do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do Comandante do CML, general Adriano Pereira Júnior, foi realizada a cerimônia na qual o Exército passou oficialmente o com ando das operações de segurança no Complexo do Alemão à PM do Rio de Janeiro: “Durante os 19 meses de ocupação, garantimos a defesa dos direitos e o pleno exercício da cidadania”, discursou o general.
A tomada do controle das operações no Complexo do Alemão, que nas duas últimas décadas se consolidou com o principal ponto de distribuição e venda de armas e drogas do Rio de Janeiro, foi comemorada pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. “A polícia ocupou a área onde antes funcionava a agência reguladora do crime no estado. Nossa responsabilidade agora passa a ser ainda maior”, disse.
A preocupação de Beltrame procede, de acordo com os dados fornecidos pelo CML. Durante a ocupação, o Exército apreendeu no Complexo do Alemão 215 quilos de drogas, 42 armas, 302 carros roubados, 197 motos, 131 máquinas caça-níqueis e 2.015 projéteis de diversos calibres. A continuidade da presença de traficantes na região também é comprovada pelos fatos. Segundo o CML, desde o início deste ano os militares já foram alvo de centenas de ataques dentro das favelas, alguns deles com armas de fogo. 

Os “sem-UPP”

A presença dos traficantes em comunidades onde ainda não foram instaladas UPPs é outro problema para o governo estadual. Maior ponto de vendas de drogas do Rio atualmente, a favela do Jacarezinho, também na zona norte da capital, tem sido cenário de diversos confrontos a bala entre policiais e traficantes nas últimas semanas. Na madrugada de quarta-feira (11), quatro homens foram mortos pela PM dentro da favela. Dois deles – Fábio Correia Leitão, o Fabinho do Pontilhão, e Cleyton Bernardes dos Santos – faziam parte do bando que, dias antes, havia retirado da prisão Diego de Souza Feitosa, o DG, um dos chefes do tráfico no Jacarezinho.
Ao lado da favela de Manguinhos, também sob controle do tráfico, o Jacarezinho está na fila para receber sua UPP. A Secretaria de Segurança Pública, no entanto, ainda não estabeleceu prazos para a instalação dessas unidades. Na lista do governo, a próxima UPP será instalada em agosto na favela da Rocinha, responsável pelo abastecimento de maconha e cocaína em praticamente toda a zona sul do Rio. Desde a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, em novembro do ano passado, a Rocinha tem sido palco de alguns confrontos entre grupos de bandidos que ainda atuam na favela e disputam entre si o controle da venda de drogas.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/

Moradores reclamam de violência policial no complexo de favelas do Alemão, no Rio

Na avaliação da PM, durante a fase de implantação da UPP, cuja sede na comunidade foi inaugurada na última segunda-feira (9), é natural resistência por parte dos moradores.


Menos de uma semana após assumirem o policiamento na comunidade Nova Brasília, no complexo de favelas do Alemão, integrantes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da localidade são acusados de agir de maneira violenta contra moradores na madrugada de sábado (14). A Polícia Militar (PM) substitui o Exército, que atuou na comunidade durante um ano e meio.

Na madrugada de sábado (14), policiais militares foram chamados para atender a uma ocorrência perto da quadra de esportes da Nova Brasília. Testemunhas contam que cerca de 20 agentes implicaram com um grupo que se divertia no Bar Flamengo, na Praça do Trevo. Diante da situação, moradores começaram a filmar a abordagem dos PMs por telefones celulares, quando foram repreendidos pela polícia.

"Estávamos no bar, em um momento de lazer no final de semana, quando os policiais chegaram jogando spray de pimenta na gente. Quando falamos que íamos filmar aquilo e pegamos o celular, eles falaram que nos levariam para a delegacia por desacato [à autoridade]", contou a jovem Eliane da Silva Anacleto, que presenciou a confusão, mas foi impedida de registrá-la.

Outra testemunha, que preferiu não se identificar, disse que os policiais queriam acabar com as festas no entorno da quadra e mandaram "fechar tudo". "Eles chegaram na truculência, jogando spray de pimenta em todo mundo, sem nem ver o que estava acontecendo". Segundo o jovem, ações policiais para reprimir os moradores em momentos de lazer durante os finais de semana são comuns.

"O final de semana é o tempo que o morador tem para se divertir. Tem gente aqui que trabalha de segunda a sexta, de segunda a sábado, e quer dar uma relaxada na folga. A polícia não pode já chegar logo esculachando todo mundo", reclamou mais um jovem que presenciou o tumulto, mas que também preferiu relatar o caso sob anonimato, com medo de retaliações dos policiais.
Procurado pela reportagem da Agência Brasil, o dono do Bar Flamengo, identificado como Zé, negou a confusão e não quis dar entrevistas. Ao comando da PM, no entanto, disse que as testemunhas estavam bêbadas sem condições de narrar os fatos, segundo informou a assessoria de comunicação da UPP.
A assessoria da UPP também nega o uso de qualquer tipo de arma durante a ocorrência, o que precisaria ser registrado na unidade. Na avaliação da PM, durante a fase de implantação da UPP, cuja sede na comunidade foi inaugurada na última segunda-feira (9), é natural resistência por parte dos moradores.
A UPP em Nova Brasília tem um efetivo de 340 policiais, parte da força policial que substituiu o Exército nos complexos da Penha e do Alemão.

12 de jul. de 2012

Governo do Estado inaugura sede de UPP no Complexo do Alemão

Após inaugurar a sede administrativa da Unidade de Polícia Pacificadora da Fazendinha e Nova Brasília, o governador Sérgio Cabral; o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, visitaram as instalações da sede Nova Brasília, no Complexo do Alemão.
O prédio, de três andares, fica ao lado da Estação Itararé e servirá de base para 340 policiais que fazem o policiamento ostensivo da comunidade. Estiveram presentes à inauguração ainda o vice-governador e coordenador de Infraestrutura do Estado, Luiz Fernando Pezão, e o chefe da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), coronel Rogério Seabra.
Governador Sergio Cabral com o Ministro Celso Amorin no Complexo do Alemão | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Governador Sergio Cabral com o Ministro Celso Amorin no Complexo do Alemão | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Antes da cerimônia, o general do Exército Adriano Pereira, Comandante Militar do Leste, disse que o maior legado do trabalho da corporação no Complexo do alemão é dar segurança aos moradores sem efeitos colaterais.

"Nossa gratificação é saber que 280 mil pessoas voltaram a ter uma vida digna. Quando caminho por aqui, a população me vê e fala comigo para agradecer o trabalho que fizemos desde novembro de 2010 até agora", falou o general, lembrando que, em 2011, todas as escolas da região já funcionavam normalmente e os moradores já podiam ir e vir mais tranquilos.

Morador da comunidade há 30 anos, Francisco de Sousa, 56, afirma que se sente mais tranquilo com a instalação da UPP. "Passamos anos sem a presença da polícia, mas agora que ela chegou está valendo muito a pena. Não digo nem por mim, mas pelos meus filhos e netos que moram aqui, que vão poder viver em segurança", disse.
Exército encerra a permanência no Conjunto de Favelas do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Exército encerra a permanência no Conjunto de Favelas do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
O conteiner instalado em abril será usado provisoriamente como sede dos projetos sociais. No local, os moradores podem se inscrever em aulas de ginástica para a terceira idade, futsal, capoeira, boxe e muay-thai.
"Através do esporte, é mais fácil passar para as pessoas a noção de cidadania e preservação do meio ambiente. Mas estamos buscando patrocínio e pedimos doações de material para ampliar as modalidade. Também quero implementar um curso prévestibular, em que os policiais possam dar aulas voluntariamente nos dias de folga", adiantou a soldado Lídia Viana, responsável pelos projetos sociais da UPP Nova Brasília.


30 de mar. de 2012

Band RS apresenta Brasil Urgente Especial sobre o Complexo do Alemão

O programa especial será neste domingo 01/04 às 08:30h. A edição reúne material inédito e veiculado na série especial exibida no Brasil Urgente há 3 semanas. O repórter Ricardo Azeredo e o cinegrafista Gilberto Trindade acompanharam dia e noite, mostrando pela primeira vez na televisão gaúcha, as perigosas operações das tropas do Rio Grande do Sul que integram a Força de Pacificação instalada nos complexos do Alemão e da Penha no Rio de Janeiro. A equipe se incorporou às patrulhas, mostrando em detalhes a rotina tensa da missão de restabelecer a paz na região que foi dominada por traficantes por mais de 20 anos. 
"O trabalho rendeu tanto que decidimos reunir tudo numa edição especial, para marcar um momento histórico do país que a Band RS acompanhou de perto", conta o repórter Ricardo Azeredo.
As imagens e relatos exclusivos, de moradores e militares, revelam um novo horizonte que surge com a reconquista destas áreas, abandonadas há décadas pelo poder público por causa do domínio dos traficantes.

Moradores do Complexo do Alemão temem PM no lugar do Exército

Policiais substituíram homens da Força de Pacificação na Fazendinha e Nova Brasília, que terão UPPs


Os cerca de 750 policiais militares que ocuparam, na manhã desta terça-feira, as favelas da Fazendinha e Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, carregavam, além de fardas e armas, o peso dos anos de ação policial na região, que era controlada pelo tráfico de drogas. Os frequentes tiroteios, revistas agressivas, abusos de poder e violência praticados por homens do estado até a ocupação da área pelo Exército, em novembro de 2010, voltam na memória dos moradores das duas comunidades, no instante em que a Secretaria de Segurança Pública dá início ao processo de substituição dos homens da Força de Pacificação por PMs, para instalar as duas primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do conjunto de favelas.
“É difícil acreditar que a mesma polícia, que agredia e xingava antes da ocupação, será simpática e amistosa agora. Não dá para confiar”, lamentou Marcel Pires Lima, de 38 anos, dono de uma mercearia na Fazendinha.
Com uma mensagem distribuída pela Seseg nas mãos, onde se lia "O Bope está em sua comunidade", a dona de casa Michele dos Santos, de 24 anos, disse que, mesmo que soubesse de alguma informação sobre os criminosos que atuavam no Complexo do Alemão, seria impossível denunciar os traficantes.

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“Ainda vivemos com muito medo por aqui”, disse ela. “Na época dos traficantes, a violência era gigante. Mas, mesmo assim, piorava muito se a polícia estivesse por perto. Eles podem voltar a qualquer momento. Vai que depois da Copa e da Olimpíada o governo desiste das UPPs. Como ficamos?”
O major Edson Raimundo, que comandará a UPP da Favela Nova Brasília, e um outro oficial, ainda não definido, que será o responsável pela unidade da Fazendinha, assumirão os postos assim que a Seseg receber o ‘nada a opor’ do Batalhão de Operações Especiais e do Batalhão de Choque, que ocuparão as favelas junto da Companhia de Cães, Estado Maior Geral (EMG), Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (Gesar) e 300 policiais recém-formados que se apresentaram no 16ºBPM (Olaria).
“Essas pessoas que têm interesses financeiros e criminosos podem reagir contra a UPP, mas a policia não vai sair daqui”, disse, sobre possíveis represálias, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. “Os resultados das outras unidades são animadores, mas ainda não se venceu nada. Quem vai avaliar quando a UPP definitiva chega ao Alemão são o Bope e o Choque. O Rio tem problemas na segurança há décadas, e isso não será resolvido de uma hora para outra. Ainda há um longo caminho pela frente para ser percorrido".
Prisões e apreensões
De acordo com o chefe da Coordenadoria de Comunicação Social da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, o principal objetivo da ação desta terça-feira foi realizar uma varredura no Morro da Fazendinha e na Favela Nova Brasília para prender traficantes que ainda estejam atuando ou escondidos. Ao todo, foram presos dois homens, 1.156 cápsulas de cocaína, 110 pedras de crack, e farta quantidade de maconha foram apreendidos.
Mais cedo, um homem suspeito de tráfico de drogas foi preso por PMs no Morro do Palácio, em Niterói, na Região Metropolitana. Renato Santana de Almeida foi capturado com uma metralhadora, drogas e uma pistola. Ele seria foragido do Complexo do Alemão.
A substituição de tropas do Exército por efetivos do Bope e do BPChoque continuará de forma gradual até junho, quando toda a região deverá estar sob o controle da Polícia Militar.  
A operação desta terça-feira foi acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar. 

27 de fev. de 2012

Aparece pai de criança autista deixada na Força de Pacificação do Alemão

POR RENE SILVA (RENE@VOZDASCOMUNIDADES.COM.BR)


Família do menino encontrado por mulher e deixado no exército, apareceu. / Divulgação
Um menino de 8 anos havia sido encontrado na estrada do Itararé, por uma mulher morador da comunidade e entregue na base da força de pacificação do Complexo do Alemão.
Por volta das 10h30min, o primeiro pelotão da 1a campanha da força tarefa Henrique Dias localizou um pai desesperado, e era o Sr Erlon, o pai do menino autista que estava desaparecido desde as 8h30min.
Parabéns pelo trabalho, o pelotão que o encontrou e também equipe de relações públicas do exército que nos atendeu muito bem pra esclarecer detalhes sobre este caso.

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