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17 de dez. de 2013

Coral infantil inaugura árvore de Natal do Complexo do Alemão

O complexo de favelas do Alemão, ex-reduto de grupos de traficantes de drogas no Rio de Janeiro retomado pela Polícia há três anos, inaugurou neste domingo sua próprio árvore de natal, uma imponente armação de 21 metros de altura, em meio a uma grande festa.
Com a participação de vários DJs e um coral composto por crianças que vivem nas favelas do complexo, os moradores do Alemão festejaram com uma sonora contagem regressiva a iluminação de sua árvore de Natal.
"Ela é inspirada na que todos temos em casa, mas um pouco mais alta", como definiu entre risos o animador do evento. A árvore fica no alto do morro do Adeus, de onde pode-se ver todo o bairro.
O ponto escolhido também se destaca por ficar ao lado do teleférico que percorre o Alemão e da delegacia da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
A festa de inauguração contou com uma notável presença de moradores da região que dançaram samba e que festejaram o que para muitos deles foi o final de um árduo trabalho, já que muitos colaboraram na construção da árvore.
Após a iluminação, a organização iniciou um espetáculo de fogos de artifício acompanhado pela "Abertura 1812" de Tchaikovsky, muito conhecida por ser tema do filme "V de Vingança", como lembraram alguns dos presente
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ Video by: https://www.youtube.com/user/zoominbr?feature=watch

5 de out. de 2013

Teleférico do Complexo do Alemão registra 7 milhões de usuários

teleferico alemaoSete milhões de pessoas já utilizaram o Teleférico do Complexo do Alemão e comprovaram que se locomover pelas comunidades ficou mais fácil após a construção das estações. O teleférico foi o primeiro sistema de transporte de massa por cabos do Brasil e, desde a sua inauguração, o número de passageiros só aumenta. Atualmente, 12 mil pessoas circulam diariamente pelas 152 gôndolas, número que representa um crescimento de 105% de usuários em relação aos dados da inauguração.
No total, são seis estações que vão praticamente de uma extremidade a outra do Complexo do Alemão. Da primeira estação (Bonsucesso) até a última (Palmeiras), a viagem demora apenas 16 minutos. Moradora da localidade do Itararé, a dona de casa Elisângela Dutra usa o teleférico sempre que precisa levar a filha Kaylayny, de três anos, ao médico em Bonsucesso. Para ela, o teleférico foi de grande ajuda. O trajeto, que antes durava quase 30 minutos, dependendo do trânsito, hoje é feito em apenas 10 minutos.
- Antes eu tinha que pegar um kombi para descer e outra para subir e tinha muito trabalho para fazer isso com uma criança pequena – disse Elisângela, que ainda elogia o conforto das gôndolas.
Uma das vantagens de utilizar o serviço é a integração com o trem, que é feita na estação de Bonsucesso. O preço também é um atrativo. Para quem tem Bilhete Único, Vale-Transporte ou Cartão Expresso, a passagem custa apenas R$ 1. Já os moradores do Alemão têm direito a duas viagens gratuitas por dia. Para isso, basta ir a um posto do Riocard com CPF e comprovante de residência para se cadastrar.
A gratuidade para os moradores é apontada pela subsecretária de Transporte, Tatiana Carius, como o ponto mais importante do projeto. De acordo com ela, os 3,5 quilômetros de extensão do teleférico são ainda mais importantes se for considerado o cunho social da iniciativa. Por mês, o Governo desembolsa uma média de R$ 3 milhões para fazer a manutenção dos equipamentos.
- O teleférico não é só um projeto de transporte, mas um importante instrumento social. Ele foi implantado em uma área muito degradada em que as pessoas não tinham sequer a possibilidade de sair de casa por causa da insegurança ou qualquer problema de mobilidade. Isso é uma vitória – afirmou Tatiana, que destaca a parceria com a Secretaria de Segurança para o sucesso do projeto.
Além de meio transporte, o teleférico se tornou também um polo de lazer e cultura do Alemão. Todos os sábados, as estações se transformam em palcos para receber atividades culturais gratuitas do projeto “Estações Culturais”. Desde abril, mais de sete mil pessoas já conferiram as apresentações de cerca de 200 artistas. Mãe de dez filhos e moradora da localidade de Palmeiras há 40 anos, a vendedora ambulante Valéria Maria da Rocha usa o teleférico sempre que precisa comprar os doces que vende. Para ela, as “Estações Culturais” são a melhor parte do projeto.
- Sempre que tem uma apresentação em uma estação eu corro para levar as crianças. Isso é muito bom porque ajuda a não deixar esses jovens com a cabeça livre, pensando besteira. Eu fico orgulhosa também porque agora os turistas vêm aqui e não vão só lá para Copacabana – diz Valéria, acrescentando que o “boom” do turismo na comunidade foi durante as filmagens de uma novela.
Os visitantes pagam R$ 5 para usar o teleférico e aproveitar a vista privilegiada das gôndolas. Uma dica para quem quiser conhecer o Alemão é dar uma parada na Estação Adeus, que tem um mirante com uma bela vista da cidade, com direito ao Cristo Redentor e a Igreja Nossa Senhora da Penha. Os turistas que quiserem conhecer melhor o teleférico e a história comunidade podem contratar, por R$ 29, uma visita guiada que dura uma hora e meia. Os guias são jovens moradores da comunidade que receberam aulas de história da cidade e língua estrangeira. O atendimento é feito no estande da Visita Guiada Teleférico do Alemão na estação Bonsucesso.


8 de jan. de 2013

Afroreggae Complexo do Alemão Convida para colônia de Férias

Oficina de Capoeira no Complexo. Foto: Dario Costa

Você que mora no Complexo do Alemão pode participar da Colônia de Férias que acontece no Núcleo do AfroReggae entre os dias 21 e 25 de janeiro de 2013. A Colônia oferecerá aos alunos entretenimento no período de férias, direcionando os momentos de lazer para espaços culturais e esportivos dentro da comunidade, alguns já conhecidos por eles, porém pouco explorados como Cine Nova Brasília, Vila Olímpica, Sesc Ramos, Praça do Conhecimento, Teleférico, ONG Educap, entre outros. Além disso, as crianças poderão fazer também atividades em formato de aulão com todas as oficinas, com o objetivo de uma maior integração entre todos.

Inscrições no dia, horário e local das atividades.

Grade de Programação:
Oficinas:

Percussão

3ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde de 14h às 16h
4ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde de 15h às 17h

Dança

2ªfeira – manhã de 10h às 12h, tarde de 13h às 15h
4ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde de 13h às 15h
6ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde de 13h às 15h

Circo

2ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde de 15h às 17h
5ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde de 14h às 16h
6ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde de 15h às 17h

Grafite

5ªfeira – manhã de 10h às 12h e tarde das 13h às 15h
Sábado– (manhã 9h às 11h)

Teatro

3ªfeira – 9h:30m às 10h:30m – Terceira Idade
3ªfeira – noite das 18h às 20h, acima de 16 anos
5ªfeira – 17h às 19h de 12 à 16 anos.

Samba

5ªfeira– 15h às 17h – a partir de 8 anos
6ªfeira– 15h às 17h – a partir de 8 anos

Dança de Salão

3ªfeira– 15h às 16h – a partir de 16 anos.

Capoeira

2ªfeira – tarde de 17h às 18h
4ªfeira – tarde de 17h às 18h

Lembrando que, para o ato da inscrição é necessário ter em mãos os seguintes documentos:

Documentação:

- 1 foto 3X4
-Certidão de Nascimento ou Identidade (xerox)
-Comprovante de Residência (xerox)
-Atestado Médico
-Declaração Escolar
-Identidade e CPF dos Responsáveis (xerox)

O endereço é o seguinte:

Rua Joaquim de Queiroz nº62 – Grota – Complexo do Alemão
Contato: 21- 3884.0767

28 de nov. de 2012

Turismo cresce no Complexo do Alemão

Maior atrativo é o teleférico. Nem o domingo de chuva afugentou os turista.


Durante mais de duas décadas o Complexo doAlemão, conjunto de favelas da zona
norte do Rio de Janeiro , foi uma parte da cidade desconhecida para a maioria dos cariocas. Quem não morava ali, era impedido de entrar pelos traficantes de drogas que, fortemente armados, controlavam a vida de todos os habitantes da região.


Porém, desde que a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), se instalou no local e o teleférico, que conecta todas as comunidades, foi inaugurado, em julho de 2011, cariocas, brasileiros e até estrangeiros começam a descobrir uma parte nova do município. Com a maior exposição do local na televisão, o complexo já é mais visitado, aos finais de semana, do que o Pão de Açúcar: são cerca de 20 mil pessoas todos os sábados e domingos. 

"Vem gente do mundo inteiro, mas tem muito carioca também que vem por curiosidade, por lazer mesmo, para conhecer uma parte da cidade que não tinha acesso antes", conta o sargento Tsoukalas, supervisor da UPP das Palmeiras. 


Prova disso aconteceu neste domingo (25). Nem mesmo a forte chuva e névoa que caíam na cidade impediram que dezenas de pessoas aproveitassem a estadia no Rio para visitar o local. Catarinenses de Joinville, Lamis Moussz, Rogério Garcia e Vanderlei Vieira já conheciam a capital fluminense, mas nunca haviam entrado em uma favela. 


De dentro do teleférico, eles se diziam impressionados com o passeio. "Isso daqui é incrível, é coisa de primeiro mundo. Este passeio será inesquecível", contou Moussz. 


O segurança Damião Nascimento, de 36 anos, é um destes cariocas que está redescobrindo esta parte da cidade. Morador do Complexo da Maré, ele conta que o passeio de teleférico é "maravilhoso".  A chegada dos turistas é importante para que as pessoas conheçam a vida nas favelas, "sem preconceito", acredita.

De máquina fotográfica em punho, o paulistano Raniere dos Reis, 32, recebeu o convite para conhecer o local pelo primo, Eduardo, morador do Complexo há mais de 10 anos. "Antes eu tinha medo e além disso era muito difícil chegar até aqui. O teleférico dá um frio na barriga, porque é muito alto, mas para quem mora é um adianto, com certeza", acredita.


Com turismo, negócios também prosperam


Quem também está comemorando a chegada dos turistas são os comerciantes locais. Aline Thomaz, de 23 anos, sempre teve uma barraca de água de coco no local. Segundo ela, quando o teleférico foi inaugurado as vendas dobraram. "Ah, com o teleférico as vendas melhoraram muito, vem gente do mundo inteiro aqui, do Brasil inteiro visitar. Parece Copacabana", conta, aos risos. Ao lado do marido, ela diz que em finais de semana de sol vende mais de 500 cocos. 


No mesmo local, a dona da barraca de pastel e batata-frita, Anita Maria, reclamava da falta de assistência da prefeitura para os comerciantes locais. "Eles querem diminuir nossa barraca pela metade, vai prejudicar muito o meu negócio", afirma. Mesmo assim, não pensa em sair de lá, já que o movimento não pára. "Hoje tá mais fraco por causa da chuva, mas normalmente isso daqui enche", fala, enquanto frita mais um salgado de carne. 


Potencial Turístico


Pensando no potencial turístico da região, a Secretaria Estadual de Turismo criou, em setembro, o Projeto Piloto de Capacitação e de Desenvolvimento Sustentável nas Comunidades Pacificadas. Pelo programa, jovens e pequenos empreendedores do local receberam aulas de inglês e espanhol para capacitação em turismo sustentável.


O coordenador-geral do projeto, Marcos Pereira, explicou que a iniciativa surgiu a partir de um estudo feito com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que identificou um potencial voltado para o setor turístico na comunidade. 


De acordo com ele, com a inauguração do teleférico e a implantação da UPP, a comunidade passou a ser visitada por milhares de turistas, principalmente estrangeiros. "A população nacional e mundial visita a comunidade. Não adianta promovermos o teleférico e o Complexo do Alemão. Nós temos que promover, e da mesma forma capacitar a comunidade para atender a esse fluxo de turistas", disse.

Fonte: Terra Turismo

27 de nov. de 2012

Jeitinho carioca

Complexo do Alemão


A criatividade do brasileiro é inesgotável,  alguns moradores do Nosso Complexo do Alemão descobriram uma maneira nova de ganhar uns trocados. Usam o teto de suas casas como outdoor para chamar a atenção, lá no alto, dos dez mil passageiros diários do teleférico do lugar

BY: http://oglobo.globo.com

23 de ago. de 2012

Teleférico do Complexo do Alemão vai parar em setembro para manutenção


O transporte de passageiros no teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, será interrompido entre os próximos dias 6 e 9 de setembro. A suspensão do serviço irá ocorrer por conta da realização de manutenção preventiva.

De acordo com a Supervia, a manutenção tem o objetivo de revisar e certificar os sistemas de proteção, segurança, automação e carga. A concessionária informou que o serviço é recomendado e executado por todos os sistemas de transportes a cabo do mundo. O procedimento acontece uma vez ao ano.

O Teleférico do Alemão atende, em média, a 10 mil pessoas por dia no conjunto de favelas. Em comemoração ao primeiro aniversário do sistema, a Supervia lançou promoção de integração com os trens: o bilhete pode ser adquirido por R$ 2,00 até 7 de outubro nas estações do teleférico.

POR: Raphael Dantas (@RaphaelDantasRJ)  


17 de jul. de 2012

Exposição na Estação do Teleférico de Bonsucesso retrata a história das pessoas com deficiência

A exposição Para Todos – O Movimento das Pessoas com Deficiência no Brasil Foi inaugurada nesta terça (17), na Estação do Teleférico de Bonsucesso, no acesso ao Complexo do Alemão, na capital fluminense.
“O fundamental do movimento das pessoas com deficiência é que ele é uma aula para todos os indivíduos, porque essas pessoas conseguiram sair de uma situação de assistencialismo e viraram protagonistas de sua história. Isso vale para que todos reivindiquem qualquer melhoria em suas vidas, seus direitos. Por isso é importante que ela chegue ao maior número possível de pessoas”, destaca a curadora e jornalista Vera Rotta.
Segundo ela, a mostra foi concebida a partir de um formato universal, para que todas as pessoas, independentemente de terem deficiência, possam usufruir integralmente do conteúdo disponibilizado.
“Nós trabalhamos com todos os recursos de acessibilidade, principalmente na questão dos deficientes visuais. Existem painéis em relevo, sobre os quais tanto as pessoas com deficiência quanto as crianças e pessoas em geral vão poder ter outro tipo de entendimento, não só pela visão, mas também pelo tato e pela audição.”
É a primeira vez que a exposição é feita em uma estação de serviço público de transporte. Com um público de mais de 20 mil visitantes, ela começou em Porto Alegre, esteve em Florianópolis e seguiu para São Paulo. A mostra está detalhada em audioguias e audiodescrição. Serão disponibilizados computadores para o livre acesso a outras mídias, além de um telão, em uma sala de vídeo, onde será exibido um filme sobre o movimento das pessoas com deficiência, com os recursos da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Segundo Vera, foi feita uma uma pesquisa bastante criteriosa. A exposição será disposta em uma linha do tempo, com início na antiguidade, para mostrar como as pessoas com deficiência foram tratadas ao longo dos séculos. Na sequência, será contada de maneira aprofundada como esse movimento se organizou até os dias de hoje.
A exposição vai passar por nove capitais brasileiras. O projeto é financiado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da Republica (SDH-PR), com apoio da Organização dos Estados Ibero-Americanos. No Rio, ela conta com a parceria da SuperVia, concessionária que administra os trens urbanos no estado, e da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do governo estadual.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

15 de jan. de 2012

Teleférico do Complexo do Alemão entra para a rota turística

Teleferico Complexo Alemão

Ele atraiu olhares do mundo inteiro com uma fuga cinematográfica no fim de 2010, quando traficantes escaparam das forças militares correndo por uma estrada de terra. Agora, o Complexo do Alemão segue atraindo o interesse de pessoas de outros estados e países. Mas tirou o medo da rota e vem ganhando status de atração turística desde que o teleférico passou a funcionar em horários ampliados, em dezembro do ano passado, deixando de ser somente um meio de transporte para os moradores. De acordo com a Supervia, a perspectiva é que, com o início da operação plena, o número de passageiros transportados chegue a 30 mil por dia. Percebendo as boas oportunidades da mais nova atração turística do Rio, agências de turismo oferecem tour pelo complexo, com vista panorâmica e caminhadas por dentro da comunidade. De acordo com o coordenador da Rio Turismo Legal (projeto que oferece o serviço), Ronald Ferreira, o percurso mais solicitado pelos turistas é a Serra da Misericórdia, que ficou conhecida popularmente com a Estrada do Bope.
- É quase unânime. Eles já chegam perguntando se é possível conhecer a estrada que apareceu na TV e que foi notícia no mundo inteiro quando o Exército chegou ao complexo - afirma Ferreira.
Complexo na rota, sim, mas turística
A fisioterapeuta Bárbara Damásio, de 33 anos, e o marido, Jorge Nunes, de 29 , são moradores do Complexo do Alemão. Embora residam em Inhaúma, pela primeira vez tiveram acesso a outras localidade na comunidade onde vivem há dois anos. O sonho foi conquistado mais de um ano após a pacificação. Segundo o casal, o teleférico ajudou no passeio pelo "quintal de casa" , como eles chamam.
- Não conhecíamos porque era muito perigoso antes da ocupação. Agora, podemos transitar livremente pelo espaço onde vivemos. Estou redescobrindo o lugar onde moro, que, por sinal, tem uma vista linda. Minhas clientes que moram no asfalto também querem vir - diz Bárbara.
Em sua segunda viagem ao Rio, o casal Cristiano Aldriguete, de 35 anos, e Regiane Durante, de 33, levou os filhos Henzo e Cadu, de 5 e 1 ano, para um passeio bem diferente do que fizeram quando estiveram pela primeira vez na cidade. O empresário e a fisioterapeuta estavam curiosos com o roteiro alternativo.
- É a primeira oportunidade que nós temos de manter um contato direto com a comunidade. Ainda não sabemos o que vamos encontrar por lá. Estou ansioso e satisfeito com essa nova possibilidade de passeio - afirma o empresário de Jaguariúna, interior de São Paulo.
Já a moradora de Higienópolis Joana Darc da Silva, de 55 anos, levou pela segunda vez familiares de fora do Rio para conhecer o teleférico. Eles se mostraram impressionados com a vista do lugar, que antes só conheciam pela televisão.
- Vi a estrada onde aconteceu a fuga dos traficantes, que acompanhei pela TV. Também andamos por dentro da comunidade e tem bastante policiamento. Coisa de turista mesmo - conta, aos risos, o aposentado de São Paulo Juarez Pereira, de 72 anos.
Quem viu no Teleférico do Complexo do Alemão uma oportunidade de novos horizontes nos negócios na rota turística da cidade foi o coordenador do projeto Rio Turismo Legal, Ronald Ferreira, que há um ano vem oferecendo pacotes turísticos.
- Mesmo antes das Forças de Pacificação, já percebia o interesse dos turistas em conhecer a comunidade, já que o favela tour era praticado no Rio há algum tempo, principalmente por turistas de outros países. Desde novembro de 2010, estamos realizando o roteiro, que é um sucesso - diz Ferreira, que chega a guiar de 30 a 40 pessoas por passeio.
De acordo com o guia , a captação de turistas acontece por meio dos próprios hoteis. Os hóspedes mostram interesse em ir ao complexo e os estabelecimentos indicam o projeto.
- Grande parte dos turistas é americana e a rota mais pedida continua sendo a Serra da Misericórdia, que acabou ficando conhecida como a Trilha do Bope. Ofereço o pacote por R$ 40, incluindo o passeio no Teleférico, caminhada a pé por dentro da comunidade e um lanche - explica Ferreira, que também vende o passeio em sites de compras coletivas pela internet.
O Teleférico do Alemão tem 3,5 km de extensão e 152 gôndolas, com capacidade para transportar dez passageiros cada uma. A viagem da primeira estação, em Bonsucesso, à última (Palmeiras) dura 16 minutos. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h; sábados, das 8h às 20h; domingos e feriados, das 9h às 15h.
Fonte: Yahoo

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